"Eu vejo a chuva cair, displicente e decidida, pela janela de vidro.
As lembranças vêm à minha mente.
E eu sinto sua falta, inexoravelmente."
Você deveria se lembrar.
Lembrar dos tempos em que nada interferia em nosso caminho
Caminho perpétuo e retilíneo entre nossas almas.
Lembrar de quando caminhávamos juntos, lado a lado
E passo a passo, pegada a pegada, firmávamos cada vez mais nossa ligação.
Lembrar de quando ficávamos à luz da lareira
Aquecidos por fora [e por dentro], enquanto a chuva se anunciava dona da Noite.
Lembrar das infinitas tempestades, que alagavam todo o arredor
Porém a teimosia nos permitia brincar em poças, como crianças curiosas e imperceptivelmente sagazes.
Lembrar dos inúmeros chocolates-quentes
E das tantas outras guloseimas que adoçavam as noites que deveriam ser sombrias, amargas e frias.
Lembrar de como cada mínima gota de chuva
Nos uniu, nos moldou e nos comunizou, como brigadeiro recém-preparado; doce e irrecusável.
Mas, sem eu mal perceber, a chuva FOI EMBORA, meu Amor.
E ela o levou consigo.
Levou uma parte de mim com seus raios iluminados e trovões ensandecidos.
O Sol veio.
Queimou meu coração confortavelmente coberto por sua doçura
Secou suas gotas de água em mim
Você deveria se lembrar.
"이 빗소리가 니 목소린지 , 날 부르는 소린지 나만 널 생각하니?"
Pedido.
Há 4 anos
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