na verdade, isso é engraçado.
o ser humano passa toda a vida assim, à procura da sua metade, de algo que o complete, que o faça se sentir realizado, mesmo que momentaneamente. que não precisa ser outro ser humano, necessariamente; e não precisa ser a real metade, afinal o ser humano não tem tanta capacidade de acertar dois coelhos com uma cajadada só.
até agora, só encontrei realização ao máximo no chocolate e nas palavras que escrevo.
como eu disse, o ser humano não tem tanta capacidade de acertar dois coelhos com uma cajadada só. e eu ainda não sou um gato siamês, certo?
os gatos siameses, sim, são felizes. nasceram completos, felizes, peludos, bonitos e com aquele ar blasè que não deixa objeções e julgamentos à ninguém. os gatos siameses não se importam. só vivem à beira da própria felicidade. própria.
eu ainda não sou um gato siamês, e nunca vou ser. é uma pena.
estou fadada a ser metade de mim a vida toda...
será que cheguei tarde demais, estou velha, estou muito nova ou o parto atrasou?
voltemos aos chocolates e às palavras.
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